Wireless Access Solutions – WTL

MVNOs: belga WTL mira no Brasil

O atual momento do mercado brasileiro de operadoras móveis virtuais (MVNOs) despertou o interesse da fabricante belga Wireless Technology Labs (WTL). Ela aposta na venda de core para MVNOs credenciadas que queiram virar autorizadas para terem maior independência em suas operações.

“Apesar de o Brasil já ser um mercado maduro, percebemos que há interesse em comprar core, porque muitas MVNOs pequenas cresceram e agora, para avançarem, em sua margem precisam de um core próprio. Depois que cruzam um determinado limite é interessante ficarem independentes (das MVNEs). Assim sua receita pode subir e podem criar novos produtos. Ou até expandir para outro país. A partir de um certo tamanho vale a pena comprar um core”, avalia Satya Mekala, CEO da WTL, em conversa com Mobile Time.

O executivo recomenda que toda MVNO com base maior que 100 mil clientes deveria estudar a possibilidade de ter um core próprio, pois qualquer melhora na margem de lucro, ainda que seja de poucos centavos, pode valer a pena e gerar retorno sobre o investimento no core.

“Conforme crescem, algumas MVNOs acabam se sentindo presas (às MVNEs) e talvez não saibam que há uma saída. Queremos mostrar que há uma saída, e que podem até dobrar o seu negócio”, afirma.

A WTL ainda não definiu se vai montar um escritório com equipe própria no Brasil ou se vai atuar através de uma parceria local. Mas já conta com um responsável comercial para a América Latina, o executivo Joaquin Molina. A expectativa é conquistar um primeiro cliente no Brasil nos primeiros quatro meses e um segundo até o final deste ano.

Molina fará uma apresentação sobre migração de MVNOs credenciadas para autorizadas no 9º Fórum de Operadoras Inovadoras, dia 13 de abril, no WTC, em São Paulo.

WTL no mundo

A WTL foi fundada há 28 anos e está presente com seus equipamentos em mais de 70 países, tendo contribuído na implementação de redes nacionais de telecomunicações em mercados como Bélgica e Holanda. Seus produtos são competitivos especialmente junto a operadoras de menor porte, em razão do preço competitivo aliado a qualidade, resiliência e suporte técnico ágil.

No caso específico do segmento de MVNOs, um dos mercados mais recentes em que a WTL vem atuando é o da Nigéria, no qual as duas primeiras grandes operadoras móveis virtuais contrataram o seu core. Lá, em razão do ARPU baixo, a WTL precisou ser flexível para viabilizar os negócios, relata Mekala.

“Não vendo tecnologia, mas casos de negócios. É como trabalhamos. Se meu produto não faz dinheiro para o meu cliente, não vendo”, afirma.

“Não queremos ser o mais barato, mas nos ajustamos a cada mercado. Todos têm que fazer dinheiro. Conforme nossos clientes crescem, temos que fazer dinheiro também”, resume, destacando a flexibilidade em seu modelo de negócios.

A ilustração no alto foi produzida por Mobile Time com IA

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